sábado, 26 de dezembro de 2009

Eram duzentos vagões,
Cada um deles cheios de cadáveres,
Pessoas mortas, esquecidas,
Sem lágrimas ao redor,
Eram duzentos vagões...
Entre todos aqueles,
Alguém que conheci bem:
.Eu.
Dentro da escuridão que há em mim,
Há um lampejo,
Fiat Lux,
Acendo um cigarro,
Resta a memória de uma chama.
Olhando para o seu,
Para o Céu,
Com os dedos na face,
Pensando,
A esperar,
O Luar chegar.
Margens...
De um rio,
Um livro,
Da cidade,
Do Sistema...
Nas Margens estou em encontro com os meus,
Embora ainda esteja sozinho...
- Estou eu no centro?
- Não; mas nas margens do todo, de tudo, do uno.
A espera quase infinita, contada por muito,
por muitos,
Um pedaço de papel,
Com meu nome escrito,
Ainda assim,
E por isso mesmo sem valor,
Mudança,
Tempo, espaço,
Vontade...
Como mundo,
Ilusão,
Mediando mera representação
Circulo,
Ciclo,
Cíclico,
Onde está o início disto?
É realmente necessário tornar o tempo uma linha sucessiva, desnaturá-lo?
Desnudo,
Desmundo.


Imperfeito,
Defeituoso,
Defectivo... (?)
Simplesmente Ser

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Seria esta, apenas mais uma poesia?

Triste como antes penso,

Porque estou assim, esta não é a minha natureza.

Não faz parte da minha essência, ser assim.

Sabe de uma coisa?

A poesia não precisa ser triste,

E eu não preciso estar feliz o tempo todo

Não existe responsabilidade com o ato de existir.

Deixe eu ser seu

Deixe eu ser céu

Deixe eu ser seu céu

Quando olho as estrelas, sei que a luz viaja pelo tempo e pelo espaço.

Como meu pensamento viaja longe...

Tempos imemoriáveis,

Procurando por coisas que não existem mais.

Quando olho as estrelas, sei que as luzes que vejo são as mesmas luzes.

Vistas por você, por seus olhos.

Longe, em tempos imemoriáveis.

Procurando por coisas que não existem mais.

Deixe eu ser seu

Deixe eu ser céu

Me lembro do vôo dos pássaros a noite.

Assim como eles não me preocupo com o amanhã

Mas você me cobra uma explicação.

Vasto é o céu e lindas são as flores do longo jardim.

Então, para que viver algo que ainda não veio.

Viva hoje para se lembrar amanhã.

A ponto de partir,

Sei que nossos olhos sorriem eternamente na distância
Parece que foi ontem que te vi pela primeira vez. Na verdade, anos já se passaram. Mas ainda sinto como se lhe conhece tão bem quanto naqueles tempos. Quando olho você, percebo o quanto mudou. Você fala, e não posso ouvir, não porque estou longe – estou sempre em você – mas pela simples razão de não lhe entender mais. Queria que falasse a minha língua. Universalmente, penso: Você sou eu

sábado, 12 de dezembro de 2009

Linha
Traço
Tempo.
Momento de esquecer que somos
O que passamos(?)
Esquecer,
Em um pier
Ouvindo Bob Dylan.
Cachorros brincando na praia
Nós,
Mãos dadas.
Revés,
Invés,
Apenas uma pilha de livros,
Uma lanterna,
.Eu Sozinho.
[Preso em mim mesmo]
Perdido em azuis.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Hoje encontro-me doente,
de uma doença que todos têm,
solidão.