segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sonhos Pt. II

Num instante, que durou horas, estava ali: sentado ao chão, sobre um colchão velho. Uma janela ao fundo. Sua cabeça batera na parede, e em seguida constatou; estava cego. Olhei em seus olhos, e suas cores haviam mudado, estavam azuis. Um azul-perdido. A hipertensão fazia-o tremer. Frente a esta situação, agora meus olhos enchiam-se de lágrimas. "Água salgada, como a do mar, que um náufrago não deve beber, de um azul-perdido". Balbuciei algo. Não lembro. Toquei seus cabelos brancos com minha mão cicatrizada. Abracei-o. E nunca esquecerei o que lhe disse: Te amo, te amo meu pai. Acordei. Mas nunca esquecerei o que lhe disse; uma verdade escondida no inconsciente.

Sonhos Pt. I

Meio século vivido. Raiva. Comemoração não esperada. Rostos a muito tempo não mais vistos.
"- Estariam mortos?"
Hoje, no momento em que escrevo, não quero me juntar a eles. Ontem sim, amanhã, provavelmente.
"- Vinte cinco anos bem vividos?"
Quem sabe... 'O dia' ainda não chegou, foi um sonho.

sábado, 23 de maio de 2009

Não sou um ator, cada uma das minhas ações, se visam algum bem ou não (e isto faz parte de outra história), saem de algo que vai além de um texto, de uma imitação... não sei de onde vêm.
Porque será?
O lusco-fusco das luzes dos aviões se misturam com o brilho das estrelas,
e me fazem mais uma vez esperar,
por tempo indeterminado.
E mesmo assim, ainda penso no fim
e me pergunto:
Porque será?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Então me senti bem, porque sabia que estava morrendo"

(Relato de um náufrago: que esteve dez dias à deriva numa balsa, sem comer, nem beber, que foi proclamado herói da pátria, beijado pelas rainha da beleza, enriquecido pela publicidade, e logo abandonado pelo governo e esquecido para sempre. Gabriel García Márquez)

domingo, 17 de maio de 2009

minha imaginação e visão alcançam o infinito: o tudo, nada; o sempre e o nunca.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O poeta que ama, e sofre, escreve sobre o amor, e o que é amar (?)... Um poeta que ama e é amado, não escreve, não é poeta. A arte, assim como a vida, vêm através da dor.
O poeta é uma espécie de matemático: ele soma, multiplica, divide e subtrai palavras. Devemos muito a eles, estes senhores das ciências exatas, não só por seu método, mas também porque através da matemática percebemos o quanto a poesia é sublime.

Somas Poéticas

"todo o vir-a-ser e crescer, tudo o que garante o futuro implica em dor..." (Friederich Nietzsche)

+

"É indigno dos grandes corações espalhar a perturbação que sentem..." (Clotilde de Vaux)

=

"(...) não conheci o casamento. Não tive filhos, não trasmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria." (Machado de Assis)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quanto blá-blá-blá

BLÁ-BLÁ-BLÁ
LÁ-BLÁ-BLÁ-
Á-BLÁ-BLÁ-B